Cibele Camerata

Música barroca, harmonia e afeto em tempos conturbados. Um novo conjunto acaba de estrear nos palcos cariocas: Cibele Camerata, ensemble formado por alguns dos melhores músicos do país, especializados na interpretação historicamente orientada do repertório barroco com instrumentos de época.

Inspirada no trabalho de Benoît Dratwicki, diretor artístico do Centre de Musique Baroque de Versailles, e tendo como madrinha a flautista e professora Laura Rónai, a camerata traz para os turbulentos dias de hoje a mesma busca de paz e conciliação que norteou compositores e intérpretes da época barroca nos conflitos dualistas entre o terreno e o celestial, o fugaz e o eterno, o homem e Deus, a religiosidade e o paganismo.

A arte barroca queria conquistar a admiração, convencer e valorizar as delícias da vida dentro de uma espiritualidade que buscava a eternidade. Um jogo de tensões, interrogações, incertezas e paradoxos resolvido em harmonias.

Afeto é a palavra-chave que define o diálogo musical entre a voz de Carolina Faria, a flauta de Gabriel Ferrante, os violinos de Roger Ribeiro e Luan Braga, o violoncelo de Lucas Bracher e o contínuo de Thiago Debossan. E é com afeto que a Cibele Camerata pretende cativar plateias prioritariamente jovens em suas apresentações no Rio de Janeiro e nas turnês pelo país.

Carolina Faria – meio-soprano
Gabriel Ferrante – flauta barroca
Luan Braga – violino barroco
Lucas Bracher – violoncelo barroco
Roger Lins – violino barroco
Thiago Debossan – cravo